domingo, 22 de novembro de 2009

Villa-Lobos para sempre...para hoje...para sempre

Essa foi a semana comemorativa dos 50 anos de morte de Villa-Lobos. Morto? Viva o vivo! A cidade de São Paulo viveu fortemente essa comemoração vibrante. Aconteceu no Masp um Seminário Internacional,organizado pela ECA/USP. No Concerto 4, envolto na audição das Bachianas n.º 5, executada por o Quinteto Villa-Lobos, a lembrança das aulas de canto orfeônico nas escolas foi orquestrada por Antonio Carrasqueira.


Onde foi parar a preocupação, contemporânea à Villa-Lobos, de oferecer uma educação musical de qualidade nas escolas públicas. Isso acabou junto com os trenzinhos que inspiraram o compositor? Para além do imediatismo de querer novos músicos, ensinar música é salutar a formação de todas as crianças.

Pensando nisso foi interessante ver o espetáculo Villa das Crianças. Uma aula encantadora de música para crianças e que aconteceu nesta manhã no Auditório da FIESP. O tremzinho apitou, as canções folclóricas foram cantadas por senhoras, mães e crianças e as invenções do maestro Villa-Lobos inspiradas em cantigas de rodas foram entoadas. Sonhei que essas aulas sonoras ecoassem pelos 4 cantos do país. Será possível isso outra vez? Será possível recuperar, dinamizar, modernizar, cibernetizar a magia das aulas de canto orfeônico? Isso um dia voltará a interessar aos fazedores de políticas educacionais?

Encerrando ontem o Seminário Internacional Villa-Lobos, a OSUSP encantou com um arranjo inovador para “A Menina das Nuvens”. Quem ensinou ao Maestro Roberto Duarte este deleite com a música, na infância dele? Quem proporcionou estes primeiros prazeres musicais? Quem o fez inventor de arranjos inéditos?

Precisamos musicalizar as aulas, as salas de aulas, os professores e consequentemente as crianças.

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